Passou mesmo muito tempo, mas as crises não avisam antes de chegar...
Já nem me recordo da última vez que escrevi, embora tenha continuado a acompanhar os escritos dos mais próximos...
Muito se passou, coisas boas mas principalmente más.
E como perdi uma pessoa próxima, achei que poderia voltar a este mundo que ele adorava, e talvez assim falar com ele. Foi tudo tão rápido...
Mas estou de volta.
A todos que me visitavam, com quem aprendi, ri, chorei... (principalmente a ti Alex, que tão bem adivinhaste o meu desaparecimento, mais uma vez...) Ao ver os dias passar, fui tendo vergonha de voltar depois de tantos dias, e deixei passar...
Mas chega de justificações. Voltei.
E esta música, amigo, é só para ti.
sábado, setembro 29, 2007
Frank Sinatra My Way
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Streptococcus Pyogenes
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Parabéns, Alex
When you're weary, feeling small,
When tears are in your eyes, I will dry them all;
I'm on your side. When times get rough
And friends just can't be found,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
When you're down and out,
When you're on the street,
When evening falls so hard
I will comfort you.
I'll take your part.
When darkness comes
And pain is all around,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Sail on silvergirl,
Sail on by.
Your time has come to shine.
All your dreams are on their way.
See how they shine.
If you need a friend
I'm sailing right behind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
sábado, janeiro 27, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
I am a Rock
A winter's day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On a freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.
I've built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It's laughter and it's loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.
Don't talk of love,
But I've heard the words before;
It's sleeping in my memory.
I won't disturb the slumber of feelings that have died.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.
I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.
And a rock feels no pain;
And an island never cries.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Patience...
Há quantos anos, há quanto tempo...
Crianças, ainda, mas com promessas, descobertas, vontades, desejos, ingenuidade...
Tempos inesquecíveis.
E esta música (só a música, sem o clip, porque as imagens são nossas...)
agora, do nada, traz todas essas memórias.
E faz-me sorrir.
Lembras-te?
Onde quer que estejas...
quarta-feira, janeiro 10, 2007
De passagem
Fechou-se em casa. Só.
Longe de todos aqueles que já não o acompanham.
Está velho. Gasto, sem vigor.
Já ninguém ouve o que diz, nem se preocupa com o que faz.
Recorda-se.
Já ninguém se importa, é evitado, como um outro qualquer problema sem solução.
Apenas o conforto do sofá lhe traz algum consolo, alguma paz, recordações...
Lembrou-se que, em tantos anos, nunca ali tinha estado sentado sozinho.
Sem televisão, sem ninguém.
Foram muitos anos.
A chuva que escorria pelas janelas fê-lo virar-se.
Também ele queria chorar, mas sem sucesso. Já não conseguia.
Só o alivio da despedida o fazia continuar.
Mas naquele dia, com chuva, acordou em paz. E sabia.
Voltou ao seu encosto e cobriu-se.
Fechou os olhos.
Morreu só.
E com a esperança de voltar a encontrá-la, do outro lado, de mão estendida.
De encontrar os braços que já eram seus.
Consta, na certidão de óbito.
Amor, com complicações derivadas de saudade crónica.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
Novo Ano...
Novos dias, promessas renovadas, compromissos selados só à espera de serem quebrados, mais uma vez...
Este não foi apenas mais um ano que passou, foi um ano diferente, triste, que arrastou mágoa, desilusão. O que faz deste novo ano que já chegou uma maior preciosidade. Pior não pode ser... e não vai ser. Mais do que nunca estou determinada a ser feliz, a aproveitar cada dia, cada minuto, cada instante e encher-me de vida, deixar que me olhes nos olhos e me vejas feliz, sem lágrimas, como uma mãe deve ser e estar...
Com o meu novo Moleskine, lindo, perfeito, em branco...à espera de compromissos, de pensamentos, de desabafos, de tarefas inadiáveis. E sempre que chegar ao fim de mais um dia, ao pousar a caneta, dar-te um beijo de boas noites, ao aconchegar-te o lençol, eu sei que não desisti e que tudo isto vai valer a pena.
Fui inspirada por cada uma das doze badaladas, para querer mais, muito mais e melhor. Por mim, por ti, pelo dias azuis, felizes que aí vêm...
Feliz Ano Novo.
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Feliz Natal
Para não fugir à regra, desejo a todos os que visitam este cantinho um Feliz Natal, cheio de sinceridade, bondade, amizade e todas as outras coisas que fazem com que a nossa vida valha verdadeiramente a pena.
Vou estar com a minha princesa, muito agarradinha, à espera do Pai Natal, só para lhe agradecer a prenda maravilhosa que me deixou há já quatro anos.
Um abraço, apertado.
Boas festas !
quarta-feira, dezembro 13, 2006
quinta-feira, novembro 30, 2006
Sem aviso

Já se tinham cruzado algumas vezes.
Mas nessa tarde, cinzenta, sem mais pegou-lhe na mão, com firmeza, sem tempo para perguntas.
E amaram-se. Como estranhos. A chuva misturada com a saliva que avidamente trocaram.
E amaram-se. Sem palavras. Um abraço sentido, forte.
Cada um retomou os seus passos, interrompidos.
A cada esquina que passam, ainda hoje, espreitam discretamente, por cima do ombro, à espera de um dia...
quarta-feira, novembro 29, 2006
Parabéns, Princesa

segunda-feira, novembro 27, 2006
Esta chuva...

..., que não pára
Continua a cair, como se alguém lá em cima me quisesse ajudar a lavar a alma,
Mas nem um dilúvio te arranca assim de mim, tão de repente.
Estás colado, impregnado na minha pele, no meu espaço, na minha cama, para o bem e para o mal...
Esqueceste-te de levar as tuas sombras, as memórias, os cheiros e sabores ainda por aqui espalhados,
Tento esfregar-te, arrancar-te, mas ainda é cedo, e enquanto isso a chuva vai caindo, como um alento, arrastando o mal que me fizeste.
Aos poucos,
Talvez consiga...
sexta-feira, novembro 24, 2006
Só a brincar...
Afinal, era uma manifestação, mas a brincar, fazendo lembrar um qualquer anúncio publicitário com bancos e galinhas...
Não se compreende ... se a intenção era chamar a atenção da opinião pública e governo para as suas reivindicações, digamos que o resultado não foi o melhor, já que ficou no ar a sensação de um grupo de meninos e meninas, que não querendo assumir as consequências das suas acções, se refugiou num passeio entre amigos e familiares, com um certo ar de gozo, mas sem veemência, sem convicção...
Se os nossos militares, ao invés de contornarem os impedimentos legais e obter a necessária autorização para a pretendida manifestação, se refugiam num passeio que afinal não o é, sem qualquer sentido, então fico preocupada... são eles os responsáveis pela nossa segurança interna e internacional, treinados e preparados para qualquer situação... mas não têm coragem de assumir as consequências de participar numa manifestação ou de tentar, pelos meios legais, obter a tal autorização, ao que parece apenas recusada pela falta de apresentação, em tempo, do respectivo requerimento.
Então ficou assim, era só a brincar...
A Fuga

Bateu a porta. Sem barulho, sem dramas. Foi fácil sair e deixar para trás tudo e todos. Com a chave trancou as memórias, as lembranças, reforçando a ideia de que nenhuma delas lhe faria falta.
Vai continuar a ligar, a perguntar, pelo menos nos primeiros tempos, até se esbater a ideia de que um dia foram um só. Depois, apenas para falar de contas, dinheiros, impostos. De direitos de visita que queria muito exercer, não fosse a falta de tempo...
Será coragem ou... pura cobardia?
quinta-feira, novembro 23, 2006
A tempestade

De repente, sem aviso, a vida mudou. 180º de desilusão, decepção, angústia, dor...tudo o que se possa imaginar. Talvez seja sempre assim quando alguém diz adeus, afinal não era bem isto que eu queria... pena ter esperado dez anos para o fazer.
De um momento para o outro passei a ser outra vez só eu. Eu e tu, princesa, ainda tão ingénua para compreender estas reviravoltas... mas por ela e com ela tem sido mais suportável, talvez por não ter tanto tempo para me lamentar, já que ela merece ver-me com um sorriso.
E, a muito custo, aos poucos, vou sorrindo, brincando, escondendo... e aprendendo a estar novamente sozinha, a descobrir do que sou capaz, as limitações. E sei que vou conseguir...não é, princesa?
O regresso
E porque os dias vão passando, vai sendo mais fácil partilhar, procurar novas ideias, "ouvir" novas perguntas, pensar sobre as palavras.
E este espaço é apenas o início, antes de mais, para mim, depois, para quem quiser (ou se der ao trabalho de ler... )
Eu vou estar por aqui...


