sábado, setembro 29, 2007

Frank Sinatra My Way

Passou mesmo muito tempo, mas as crises não avisam antes de chegar...

Já nem me recordo da última vez que escrevi, embora tenha continuado a acompanhar os escritos dos mais próximos...

Muito se passou, coisas boas mas principalmente más.

E como perdi uma pessoa próxima, achei que poderia voltar a este mundo que ele adorava, e talvez assim falar com ele. Foi tudo tão rápido...

Mas estou de volta.

A todos que me visitavam, com quem aprendi, ri, chorei... (principalmente a ti Alex, que tão bem adivinhaste o meu desaparecimento, mais uma vez...) Ao ver os dias passar, fui tendo vergonha de voltar depois de tantos dias, e deixei passar...

Mas chega de justificações. Voltei.

E esta música, amigo, é só para ti.


terça-feira, fevereiro 13, 2007

Streptococcus Pyogenes



Mais conhecida como Escarlatina, causada pela bactéria acima ilustrada, eis o motivo da minha ausência...
À minha princesa, após dias de febres altas e o posterior aparecimento de manchas e borbulhas vermelhas, foi-lhe diagnosticada escarlatina. Só o nome assusta, mas não há bactéria que nos deite abaixo!
Felizmente, depois de uma semana de "quarentena", de noites em claro, com a ajuda da maravilhosa penincilina, já passou, ela já está de regresso à escola e eu ao trabalho...
Claro que o trabalho acumulou e, até voltar tudo à normalidade, não vou ter muita disponibilidade, mas é só por um tempinho...
Até já...

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Parabéns, Alex



When you're weary, feeling small,
When tears are in your eyes, I will dry them all;
I'm on your side. When times get rough
And friends just can't be found,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

When you're down and out,
When you're on the street,
When evening falls so hard
I will comfort you.
I'll take your part.
When darkness comes
And pain is all around,
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.
Like a bridge over troubled water
I will lay me down.

Sail on silvergirl,
Sail on by.
Your time has come to shine.
All your dreams are on their way.
See how they shine.
If you need a friend
I'm sailing right behind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.
Like a bridge over troubled water
I will ease your mind.



sábado, janeiro 27, 2007

Your Song



E ainda, também.

A whiter shade of pale

Porque sim...

Quelqu'un m'a dit

Talvez um dia, outra vez...
Bom fim de semana

sábado, janeiro 20, 2007

I am a Rock

A winter's day
In a deep and dark December;
I am alone,
Gazing from my window to the streets below
On a freshly fallen silent shroud of snow.
I am a rock,
I am an island.

I've built walls,
A fortress deep and mighty,
That none may penetrate.
I have no need of friendship; friendship causes pain.
It's laughter and it's loving I disdain.
I am a rock,
I am an island.

Don't talk of love,
But I've heard the words before;
It's sleeping in my memory.
I won't disturb the slumber of feelings that have died.
If I never loved I never would have cried.
I am a rock,
I am an island.

I have my books
And my poetry to protect me;
I am shielded in my armor,
Hiding in my room, safe within my womb.
I touch no one and no one touches me.
I am a rock,
I am an island.

And a rock feels no pain;
And an island never cries.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Patience...

Há quantos anos, há quanto tempo...

Crianças, ainda, mas com promessas, descobertas, vontades, desejos, ingenuidade...

Tempos inesquecíveis.

E esta música (só a música, sem o clip, porque as imagens são nossas...)

agora, do nada, traz todas essas memórias.

E faz-me sorrir.

Lembras-te?

Onde quer que estejas...


quarta-feira, janeiro 10, 2007

De passagem

Fechou-se em casa. Só.

Longe de todos aqueles que já não o acompanham.

Está velho. Gasto, sem vigor.

Já ninguém ouve o que diz, nem se preocupa com o que faz.

Recorda-se.

Já ninguém se importa, é evitado, como um outro qualquer problema sem solução.

Apenas o conforto do sofá lhe traz algum consolo, alguma paz, recordações...

Lembrou-se que, em tantos anos, nunca ali tinha estado sentado sozinho.

Sem televisão, sem ninguém.

Foram muitos anos.

A chuva que escorria pelas janelas fê-lo virar-se.

Também ele queria chorar, mas sem sucesso. Já não conseguia.

Só o alivio da despedida o fazia continuar.

Mas naquele dia, com chuva, acordou em paz. E sabia.

Voltou ao seu encosto e cobriu-se.

Fechou os olhos.

Morreu só.

E com a esperança de voltar a encontrá-la, do outro lado, de mão estendida.

De encontrar os braços que já eram seus.

Consta, na certidão de óbito.

Amor, com complicações derivadas de saudade crónica.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Novo Ano...

Novos dias, promessas renovadas, compromissos selados só à espera de serem quebrados, mais uma vez...

Este não foi apenas mais um ano que passou, foi um ano diferente, triste, que arrastou mágoa, desilusão. O que faz deste novo ano que já chegou uma maior preciosidade. Pior não pode ser... e não vai ser. Mais do que nunca estou determinada a ser feliz, a aproveitar cada dia, cada minuto, cada instante e encher-me de vida, deixar que me olhes nos olhos e me vejas feliz, sem lágrimas, como uma mãe deve ser e estar...

Com o meu novo Moleskine, lindo, perfeito, em branco...à espera de compromissos, de pensamentos, de desabafos, de tarefas inadiáveis. E sempre que chegar ao fim de mais um dia, ao pousar a caneta, dar-te um beijo de boas noites, ao aconchegar-te o lençol, eu sei que não desisti e que tudo isto vai valer a pena.

Fui inspirada por cada uma das doze badaladas, para querer mais, muito mais e melhor. Por mim, por ti, pelo dias azuis, felizes que aí vêm...

Feliz Ano Novo.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Feliz Natal

Para não fugir à regra, desejo a todos os que visitam este cantinho um Feliz Natal, cheio de sinceridade, bondade, amizade e todas as outras coisas que fazem com que a nossa vida valha verdadeiramente a pena.

Vou estar com a minha princesa, muito agarradinha, à espera do Pai Natal, só para lhe agradecer a prenda maravilhosa que me deixou há já quatro anos.

Um abraço, apertado.

Boas festas !

quarta-feira, dezembro 13, 2006

O que as mulheres querem




«You go your way,


and I'll go your way too.»
Autor citado por MEC, ontem, na RTP.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Sem aviso




Já se tinham cruzado algumas vezes.


Mas nessa tarde, cinzenta, sem mais pegou-lhe na mão, com firmeza, sem tempo para perguntas.


E amaram-se. Como estranhos. A chuva misturada com a saliva que avidamente trocaram.


E amaram-se. Sem palavras. Um abraço sentido, forte.


Cada um retomou os seus passos, interrompidos.


A cada esquina que passam, ainda hoje, espreitam discretamente, por cima do ombro, à espera de um dia...



quarta-feira, novembro 29, 2006

Parabéns, Princesa


Parabéns, meu amor

Por existires, por fazeres parte de mim,

Obrigada por partilhares o teu carinho, por tanto amor em troca de nada

Obrigada pelo teu sorriso, pelos teus abraços tão apertados,

Obrigada por teres o poder de fazer o mundo girar...

Parabéns, meu amor, que do alto dos teus quatro anos dizes todas as verdades.

Parabéns, obrigada por me deixares estar assim, tão perto

Vou estar sempre aqui, ao teu lado, qual sombra protectora

Parabéns, Princesa e obrigada por tudo o que hoje fica por dizer.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Esta chuva...


..., que não pára


Continua a cair, como se alguém lá em cima me quisesse ajudar a lavar a alma,


Mas nem um dilúvio te arranca assim de mim, tão de repente.


Estás colado, impregnado na minha pele, no meu espaço, na minha cama, para o bem e para o mal...

Esqueceste-te de levar as tuas sombras, as memórias, os cheiros e sabores ainda por aqui espalhados,


Tento esfregar-te, arrancar-te, mas ainda é cedo, e enquanto isso a chuva vai caindo, como um alento, arrastando o mal que me fizeste.


Aos poucos,


Talvez consiga...




sexta-feira, novembro 24, 2006

Só a brincar...

Afinal, era uma manifestação, mas a brincar, fazendo lembrar um qualquer anúncio publicitário com bancos e galinhas...

Não se compreende ... se a intenção era chamar a atenção da opinião pública e governo para as suas reivindicações, digamos que o resultado não foi o melhor, já que ficou no ar a sensação de um grupo de meninos e meninas, que não querendo assumir as consequências das suas acções, se refugiou num passeio entre amigos e familiares, com um certo ar de gozo, mas sem veemência, sem convicção...

Se os nossos militares, ao invés de contornarem os impedimentos legais e obter a necessária autorização para a pretendida manifestação, se refugiam num passeio que afinal não o é, sem qualquer sentido, então fico preocupada... são eles os responsáveis pela nossa segurança interna e internacional, treinados e preparados para qualquer situação... mas não têm coragem de assumir as consequências de participar numa manifestação ou de tentar, pelos meios legais, obter a tal autorização, ao que parece apenas recusada pela falta de apresentação, em tempo, do respectivo requerimento.

Então ficou assim, era só a brincar...

A Fuga



Bateu a porta. Sem barulho, sem dramas. Foi fácil sair e deixar para trás tudo e todos. Com a chave trancou as memórias, as lembranças, reforçando a ideia de que nenhuma delas lhe faria falta.



Vai continuar a ligar, a perguntar, pelo menos nos primeiros tempos, até se esbater a ideia de que um dia foram um só. Depois, apenas para falar de contas, dinheiros, impostos. De direitos de visita que queria muito exercer, não fosse a falta de tempo...



Será coragem ou... pura cobardia?




quinta-feira, novembro 23, 2006

A tempestade



De repente, sem aviso, a vida mudou. 180º de desilusão, decepção, angústia, dor...tudo o que se possa imaginar. Talvez seja sempre assim quando alguém diz adeus, afinal não era bem isto que eu queria... pena ter esperado dez anos para o fazer.


De um momento para o outro passei a ser outra vez só eu. Eu e tu, princesa, ainda tão ingénua para compreender estas reviravoltas... mas por ela e com ela tem sido mais suportável, talvez por não ter tanto tempo para me lamentar, já que ela merece ver-me com um sorriso.


E, a muito custo, aos poucos, vou sorrindo, brincando, escondendo... e aprendendo a estar novamente sozinha, a descobrir do que sou capaz, as limitações. E sei que vou conseguir...não é, princesa?

O regresso

De volta ao teclado, ao ecrã, ao cantinho de nomes conhecidos. Apesar da falta de tempo, vamos arranjando desculpas para não fazer o que gostamos. Eu gosto de escrever, mesmo que ninguém preste atenção, sem grandes pretensões, só porque gosto.
E porque os dias vão passando, vai sendo mais fácil partilhar, procurar novas ideias, "ouvir" novas perguntas, pensar sobre as palavras.
E este espaço é apenas o início, antes de mais, para mim, depois, para quem quiser (ou se der ao trabalho de ler... )
Eu vou estar por aqui...