terça-feira, março 24, 2009
Eu quero..

Eu quero deixar de te querer.
De te ver a cada instante, mesmo de olhos fechados..
De pensar no que estarás a dizer, se estás a rir, se estás feliz.
De ter vontade de te apertar, pela cintura.
De pensar se me pensas, se estou aí.
E sempre que consigo, só um pouco, apareces de novo. Um telefonema, uma mensagem, uma piada das nossas..uma presença que não se apaga.
Não me deixas ir e não entendo o porquê.
Se me queres apenas assim, em modo de espera, ou se me queres de verdade.
Como antes. Lembras-te?
Sinto-me louca. Não sei como será a loucura.. mas não deve andar longe disto. Não pode.
E fraca. Não tenho força nem para te puxar, muito menos para te empurrar.
Para te dizer tudo o que devia ser dito mas que fica preso cada vez que me lembro do teu cheiro, único e indescritível, do teu sabor, do encaixe das nossas bocas, sem esforço..
Das nossas gargalhadas, dos nossos sonhos, das palavras ao som da lareira.
Quero voltar a ver sentido na minha vida, no que me rodeia, no que faço.
Eu quero mas não consigo, é essa a verdade.
Por mais frases feitas que diga, sorrisos que me mascarem.
Não consigo, por enquanto.
sábado, setembro 27, 2008
Meu Mundo é Hoje
Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim
Eu sou assim
Eu sou assim
Quem quiser gostar de mim
Eu sou assim
Meu mundo é hoje
Não existe amanhã pra mim
Eu sou assim
Assim morrerei um dia
Não levarei arrependimentos
Nem o peso da hipocrisia
Tenho pena daqueles
Que se agacham até o chão
Enganando a si mesmo
Por dinheiro ou posição
Nunca tomei parte
Desse enorme batalhão
Pois sei que além de flores
Nada mais vai no caixão
quarta-feira, agosto 27, 2008
sábado, agosto 16, 2008
domingo, julho 13, 2008
sexta-feira, junho 27, 2008
Porque..
.. às vezes é preciso parar..para pensar, para arriscar, dar tempo para a vida acontecer, ..
e ter o prazer de regressar!
e ter o prazer de regressar!
quarta-feira, abril 09, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Hoje

Acordei cheia de ti, a transbordar.
Muito antes da hora (preciso tanto de dormir..) acordou-me o vento a atirar chuva contra os vidros.
Demorei-me no quente do chuveiro, quase a escaldar, na tentativa de te descolar de vez.
Enganei-me nos gestos automáticos, troquei a ordem.
De olhos fechados, na força de te apagar, vi-te.
Passaste-me o roupão. Sabes que o prefiro porque me ata, agarra-me e às vezes até me abraça.
Ajeitaste os meus cabelos e pediste-me beijos molhados que eu neguei, roçando os dedos na tua boca. Que era a minha.
Ficaste deitado ao fundo, na cama, a olhar-me. Parecia.
Viste as mãos de creme no meu corpo. E foste dando indicações sobre os sítios que falhei.
Sem resistir, deixei-te, com vontade. E era eu.
Sempre assim.
Inevitavelmente, estavas lá e eu cheia outra vez , de ti, do teu cheiro, como se possível.
Dentro de mim, da minha cabeça, impregnado. Um tormento.
O chuveiro, outra vez.
segunda-feira, abril 07, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Apetecias-me
sábado, março 29, 2008
Mudar de vida

Sempre que abre a janela, sabe que o dia vai ser decidido ali, naquele momento.
Não sabe explicar porquê.
A cor da luz, o cheiro da chuva, a intensidade do trânsito, a cor da roupa estendida, o carro mal estacionado poderão ser factores importantes, mas não decisivos.
Não sabe.
Mas depois de voltar os olhos de novo para o quarto, ainda quente, está decidido.
Sabe que rádio ouvir, a roupa a escolher, o perfume que o acompanhará ao longo do dia ou talvez mesmo a sua ausência, por desnecessária.
Sabe se vai ter sorte na saída rotineira e talvez nem dormir em casa..
As certezas perseguem-no e matam qualquer possibilidade de acasos.
Cansam.
Não sente tremores nem ataques de calor pelo prazer e medo do que virá.. já sabe.
Não imagina o que serão borboletas no estômago e inveja-o.
Hoje, por convicção, nem se aproximou.
Correu para o banho e não sabe.
sexta-feira, março 28, 2008
Nada é por acaso

Tudo se resume a não perder o momento.
Depois de o perder, não há como virar atrás.. já passou.
Mas se passou, é porque nada é por acaso
e era suposto ter passado.
O momento a agarrar era o próximo.
Era mesmo.
Inesperado, como todos os momentos que merecem ser agarrados.
Não interessa se é longo, efémero, profundo ou superficial..
É para viver.
Será possível só agora ter aprendido algo tão óbvio?
sexta-feira, janeiro 04, 2008
2008...
quarta-feira, dezembro 12, 2007
sexta-feira, novembro 30, 2007
Para ti, Princesa
sábado, novembro 24, 2007
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